As produções brasileiras vêm quebrando barreiras no streaming, provando que o audiovisual nacional tem força para bater de frente com qualquer gigante estrangeira e conquistar até mesmo o público internacional. Baseado em um levantamento do Olhar Digital, mergulhar nesses catálogos é garantia de maratonas intensas. No topo dessa lista de prestígio está “Sob Pressão”. Disponível no Globoplay, o drama médico ostenta a impressionante nota de 8,6 no IMDb, a principal plataforma de banco de dados do cinema e da TV. Ao longo de suas três temporadas, a trama constrói um retrato duro, detalhado e premiado mundialmente sobre a rotina exaustiva dos profissionais da saúde pública no Rio de Janeiro.
Logo em seguida, o sertão rouba a cena com “Cangaço Novo”. A série cravou 8,3 no IMDb e fez um barulho enorme logo no seu lançamento em 2023, quando invadiu o Top 10 do Amazon Prime Video em mais de 40 países. A história prende o espectador ao focar em Ubaldo, um bancário de São Paulo que se muda para o interior do Ceará após receber uma herança misteriosa. Lá, os acontecimentos o empurram para assumir a liderança de uma perigosa gangue de assaltantes de banco.
Crime e Drama no Catálogo Nacional
Mergulhando ainda mais fundo no submundo criminal, “Impuros” se consolidou como um dos maiores fenômenos de audiência do país. Com cinco temporadas já disponíveis no Disney+ e uma nota de 8,1 no IMDb, a narrativa explora a ascensão de Evandro como chefe do narcotráfico no Morro do Dendê nos anos 1990. Para o alívio dos fãs, a plataforma já confirmou que o sexto ano da série está em fase de produção.
Fugindo um pouco da criminalidade armada, o suspense psicológico toma conta de “Os Outros”. Esse grande sucesso do Globoplay coloca uma lupa sobre um condomínio de classe média onde a convivência entre vizinhos sai totalmente do controle. O estopim de tudo é o bullying sofrido pelo filho do casal Amâncio e Cibele, praticado pelo filho de Wando e Mila, gerando um atrito imprevisível entre as famílias. Para quem busca uma pegada diferente e nostálgica, o Globoplay também abriga “As Aventuras de José & Durval”. Muito bem avaliada pelo público, a série biográfica usa seus oito episódios para recontar a história de Chitãozinho e Xororó. A produção viaja dos anos 1970 até a década de 1990, mostrando sem filtros as enormes barreiras que os cantores enfrentaram antes de alcançarem o estrelato na música sertaneja.
O Cenário Internacional e a Chegada de M.I.A.
Enquanto o Brasil celebra suas obras-primas, a televisão americana articula grandes jogadas para prender a atenção do público global. Falando especificamente do gênero criminal, a rede NBC preparou uma estratégia agressiva para o lançamento de “M.I.A.”, um drama ambientado no sul da Flórida. O canal vai transmitir o episódio piloto no dia 14 de maio, às 22h, em uma promoção cruzada desenhada para acontecer exatamente uma semana após a plataforma Peacock ter liberado todos os episódios de uma vez para os seus assinantes. Encomendada diretamente para virar série no início de 2024, a produção traz a assinatura de Bill Dubuque, co-criador do sucesso estrondoso “Ozark”.
A trama apresenta Shannon Gisela no papel principal de Etta Tiger Jonze. Inquieta e frustrada na região de Florida Keys, a jovem passa os dias sonhando com o glamour do império subtropical de Miami. Seus planos mudam drasticamente quando uma tragédia destrói o cartel de drogas comandado por sua família. Como o trailer da primeira temporada já deixou claro, quase todos os parentes de Etta foram assassinados. Cega por vingança, ela entra numa espiral de violência pelo submundo iluminado a neon de Miami, caçando a dúzia de homens responsáveis pela chacina ao mesmo tempo em que tenta não se tornar a caça.
No meio desse caos, ela descobre quem realmente é e do que é capaz. Etta não estará sozinha, contando com a ajuda de seus novos amigos, Lovely (Adebumola) e Stanley (Jackson). O trio representa uma interessante união nas ruas entre as gigantes comunidades latina e haitiana de Miami. Atrás das câmeras, o peso do projeto é evidente. Karen Campbell assume a sala de roteiristas como showrunner e produtora executiva. A direção dos episódios foi estrategicamente dividida: Alethea Jones comandou os dois primeiros, seguida por Gwyneth Horder-Payton no terceiro, Marizee Almas no quarto e quinto, Ben Semanoff liderando o sexto e sétimo, e John Dahl fechando a temporada no oitavo e nono capítulos.

